quarta-feira, 26 de julho de 2017

O que fica depois do adeus...

Quem quer ser feliz tem pressa, talvez seja por isso que a ansiedade domina a gente tão fácil quando a tristeza não vai embora no dia seguinte.
O adeus não vem em doses homeopáticas, de forma a te preparar para o fim. O Adeus é frio. E instantâneo.
A gente as vezes até disfarça, mas a gente sabe que dói dizer adeus. Sair da vida do outro, não faz o outro sair da nossa na mesma hora.
É difícil colocar o sentimento no bolso e seguir a vida. Essas coisas levam tempo.
É difícil voltar atrás quando se expande um sentimento.
A gente sabe que não se consegue seguir em frente de um dia para o outro, mas a gente tenta. Muitas vezes se afastando de todas as formas possíveis.
A gente exclui o outro das redes sociais. Deixa de frequentar os mesmos lugares. Às vezes muda até o caminho de casa, porque a última coisa que você quer é a imagem do outro te lembrando do amor que ainda existe, contido de todas as formas, dentro do peito.
A gente balança a cabeça como se pudéssemos afastar os pensamentos assim como afastamos o pó dos móveis com um espanador. Aquele sorrisinho forçado para o vento, como se essa história toda fosse uma sátira contada pela vida.
A gente diz para nós mesmos que está tudo bem e repetimos isso quantas vezes for preciso para acreditarmos.
E então ignoramos tudo o que sentimos, como se ignora aquelas chuvas finas de verão na pressa de chegar ao trabalho. Porque é fácil ignorar.
É fácil pensar em qualquer coisa que não seja ela.
É fácil fingir não sentir.
Mas volta e meia o coração sobrecarrega, o sentimento transborda pelos olhos e lá está você mais uma vez agradecendo às lagrimas por não deixarem vestígios quando vão embora.

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