terça-feira, 25 de julho de 2017

Quando a saudade não vai embora...

Ouvi dizer que quando a gente não entende a separação ainda tem esperança.
Ouvi dizer que depois da tempestade haveria bonança.
Quando as palavras deixaram de ser poesia para serem apenas frases soltas?
Quando seu olhar deixou de cruzar o meu para admirar o chão quando eu passo?
Quando minha voz, meu abraço e meu sorriso deixaram de ser parte do seu dia?
Quando deixei de fazer parte da realização seus desejos mais íntimos?
Quanto tempo já faz desde que seu jeito tímido e delicado deu lugar a uma estupidez insensível e impaciente?
Quanto tempo já faz desde a última vez que seu abraço foi sincero e seu choro consolado?
Quando tempo já faz desde que você pôde confiar em alguém para contar os segredos mais doloridos?
Me perco em lembranças antigas, quando você adormecia nos meus braços e me acordava com beijos.
Me perco pensando nos dias em que passávamos horas fazendo absolutamente nada com alegria.
Aqueles cafés da manhã na cama, as jantas, os cinemas e festas parecem que aconteceram todos dentro de um sonho bom. Mas até os sonhos têm sido meus inimigos. Me trazem você de formas inusitadas e te levam embora sem nem ao menos me dar a chance de despedida.
E o sono vira despertar.
E a madrugada vira manhã.
E o cansaço toma seu lugar cativo na minha rotina.

A saudade é ardilosa, usa das boas lembranças para nos trazer dor ao coração e o que antes adoçava a vida, hoje amarga a garganta sem hesitação.

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